quarta-feira, 16 de abril de 2014

Exposição no Arquivo Público de SP lembra 30 anos das "Diretas Já!"

Diretas Já
Para lembrar os 30 anos do movimento popular que reivindicou eleições diretas, redemocratizou o país e que ficou conhecid 
 o como "Diretas Já!", o Arquivo Público do Estado de São Paulo apresenta, a partir desta quarta-feira (16), a exposição Povo, Praça e Participação: 30 anos das Diretas Já. A mostra, gratuita, vai até  o dia 16 de agosto e é uma parceria com a Fundação Padre Anchieta e o Memorial da América Latina.


O foco da exposição são as manifestações que pediam as eleições diretas e que levaram milhares de brasileiros às ruas em 1984, quando o país ainda vivia sob o regime militar.


Estarão em exposição relatórios do extinto Departamento de Comunicação Social (DCS), órgão que funcionou no período de 1983 a 1999, e painéis com fotografias, som, vídeos e documentos dos principais comícios pelas "Diretas Já!" realizados em São Paulo, tais como o da Praça da Sé, em janeiro de 1984, e que reuniu cerca de 300 mil pessoas, e o do Vale do Anhangabaú, em abril de 1984, que reuniu em torno de 1 milhão.


“São fotos, documentos e jornais retratando os grandes comícios, sobretudo os dois realizados em São Paulo, e também apresentando a atuação da polícia política em pleno período de governo democrático, fiscalizando e acompanhando as autoridades que convocaram o povo para as manifestações populares”, disse Izaias Santana, coordenador do Arquivo Público, em entrevista à Agência Brasil.


Uma das atrações será um palanque em que o visitante poderá ouvir um trecho do histórico comício no Vale do Anhangabaú, narrado pelo locutor Osmar Santos, um dos principais participantes do movimento pelas "Diretas Já!".  “Além da retratação do que foi deixado escrito naquele momento, as pessoas que visitarem a exposição também terão uma noção do ambiente e do sentimento que dominava as pessoas. Para isso, nada melhor que [ouvir] a voz do Osmar Santos, de políticos e de tantos artistas que cantaram em praça pública”, disse o coordenador. 


Segundo Santana, um dos objetivos da exposição é apresentar um momento importante da história do país, em que “o povo resolveu exigir participação direta nos destinos da Nação”.


“É sempre oportuno que o Estado apregoe, defenda e faça a difusão dos valores essenciais da sociedade brasileira. A democracia é fundamento do Estado, é essencial. Relembrar os grandes momentos da história do Brasil, no qual a democracia foi louvada, é tarefa de todo órgão público”, disse ele. 


Ao fim da exposição, haverá um painel, simulando uma urna, para que os visitantes possam se manifestar. “É a simulação de uma urna para mostrar às pessoas que a escuridão e as trevas daquele período só podem ser superadas com movimento e com a participação do povo no processo e no destino dessa nação. Essa é a mensagem que queremos transmitir”, ressaltou.

Agência Brasil

Na maior bacia hidrográfica do planeta, desafio é levar água a ribeirinhos


Viver na maior bacia hidrográfica do planeta não garante aos ribeirinhos da Amazônia o acesso à água. Fazer com que esse bem chegue às casas – especialmente no período de seca, quando aumenta a distância até o rio – requer força nos braços, para carregar as latas, ou dinheiro para bancar o diesel usado nos motores que bombeiam a água para as caixas comunitárias. Apesar da proximidade com os rios, muitos ribeirinhos têm a qualidade de vida prejudicada devido à dificuldade de levar, a seus lares, esse recurso natural tão necessário para os afazeres domésticos, para a saúde e para a higiene.

Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro, relatou à Agência Brasil a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas do Instituto Mamirauá Dávila Correa. “E como a água é usada principalmente para tarefas domésticas, geralmente quem a carrega são as mulheres”, acrescentou a socióloga e pesquisadora.

A dificuldade em levar água até as casas faz com que muitos optem por se banhar nos rios da região. Mas isso pode implicar riscos, principalmente para as crianças. “Banho aqui é sempre no rio. Se for durante o dia, é de roupa. À noite, pelado”, disse Tânia Maria de Sales, 34 anos. “Meu medo são os bichos. Tem muitas cobras, jacarés e piranhas por aqui”, acrescentou a ribeirinha que já perdeu três sobrinhos por afogamento, na comunidade Nossa Senhora da Aparecida – localizada no Lago Catalão, a cerca de uma hora de barco de Manaus.

Quem opta pelos motores a diesel para bombear água até as caixas comunitárias arca também com os custos elevados. “O problema é que o diesel por aqui é muito caro. Chega a custar R$ 4 o litro”, disse o presidente da Comunidade São Francisco, Raimundo Ribeiro da Silva, 49 anos. “Esse preço dificulta as coisas. O gerador fica desligado porque temos de economizar combustível. Em média, são sete litros por dia para fazê-lo funcionar das 18h às 22h. A conta fica perto de R$ 1 mil por mês”, acrescentou.

Sobra então para as mulheres da comunidade que, a exemplo de Anicélia Barbosa Mendes, 21 anos, precisam de água para lavar a roupa e a louça da família. “A falta de água tratada é o que mais prejudica a comunidade. Aqui em casa temos de ferver a água do rio para poder bebê-la. Por isso gastamos muito dinheiro com botijão de gás, que custa R$ 50. A gente consome um por mês. Dinheiro que economizaríamos se tivéssemos tratamento de água.”

A comunidade de São Francisco espera ser beneficiada por um sistema de bombeamento de água por energia solar que já chegou a outras 15 comunidades da região. Os sistemas foram instalados pelo Instituto Mamirauá entre 2010 e 2013. “Desenvolvemos essa tecnologia depois de ver o quanto o acesso à água pode melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos”, explicou a pesquisadora Dávila Correa.

O primeiro protótipo dessa tecnologia foi apresentado em 2000. “O banho nos rios passou a ser feito com maior intimidade, dentro ou nas redondezas das casas. Isso, além de reduzir o número de acidentes, causou impacto significativamente positivo nas áreas sociais. Quando o sistema é implementado, as atividades domésticas feitas na beira do rio passam para a casa, diminuindo o estresse em toda a comunidade. Sobretudo em mulheres e crianças”, acrescentou.

O sistema desenvolvido pelo instituto venceu, em 2012, o Projeto Finep de Inovação na categoria Tecnologia Social. Como diminui o consumo de óleo diesel, o equipamento é ambientalmente indicado por evitar emissões de gases para a atmosfera. “Ele também apresenta resultados positivos para a saúde da população”, explicou Dávila.

Foi o que constatou a agente de Saúde Comunitária Ivone Brasil Carvalho, 28 anos, da comunidade Vila Alencar, uma das 15 beneficiadas pelo sistema. “O sistema ajudou muito. As mães sofriam porque na seca o rio fica bem longe. Agora, a gente tem água em terra todos os dias. Diminuiu também, tanto em adultos quanto em crianças, a incidência de doenças como gripe, tosse e diarreia porque a água chega pré-filtrada nas casas”, disse a agente de saúde.

A comunidade já fazia coleta de água de chuva, com calhas e tanques fornecidos pelo programa Pró-Chuva. “Mas, agora temos fartura de água, a ponto de alguns tanques virarem piscina para as crianças”, disse ela ao mostrar Wisle Santos Castro, de 15 anos, que brincava com uma cuia em uma caixa d'água. “As famílias nunca imaginavam poder, um dia, tomar banho em casa”, acrescentou a ribeirinha Ednelza Martins da Silva, 42 anos.

Outra comunidade beneficiada pelo sistema de bombeamento de água por energia solar foi Boca do Mamirauá, onde vive a guia comunitária Francilvânia Martins de Oliveira, 24 anos. “Melhorou muito nossa situação durante a seca. Antes, tínhamos de descer para lavar a roupa ou pegar água, correndo sempre o risco de esbarrar com bichos. Agora tem até máquina de lavar roupa aqui na comunidade.”

Em 2013, o Instituto Mamirauá fez um monitoramento da qualidade da água nas 15 comunidades beneficiadas pelo sistema. “Ainda falta concluir a última comunidade, mas a adoção do sistema certamente implica benefícios nas áreas de saúde”, disse Dávila Correa, referindo-se ao estudo que está analisando a água dos rios, das caixas d'água, das torneiras e dos recipientes que guardam a água nas comunidades atendidas.

O custo de instalação dos 15 sistemas chegou a R$ 400 mil, valor que inclui os gastos com assistência técnica. “Nós [do Instituto Mamirauá] temos o compromisso de instalar, a cada ano, dois sistemas nas comunidades”, informou a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas.

Por 11 dias, no mês de fevereiro, a equipe de reportagem da Agência Brasil viajou pela Amazônia para conhecer o dia a dia dessas comunidades. A vida dos ribeirinhos também será destaque no programa Caminhos da Reportagem, que será exibido pela TV Brasil nesta quinta-feira (17), às 22h.

AB

Homem que matou o cão “Luiz” presta depoimento na delegacia

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O servidor público Antônio Tieri Farias da Cruz foi ouvido em depoimento ontem pela manhã na Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que instaurou inquérito para apurar a morte do cachorro vira lata “Luiz”, morto na noite de domingo, 13, com um golpe de facão na região lombar.

Segundo Ângela Miranda, o cão era da filha dela, uma menina de 13 anos, que viu o ataque ao animal de estimação de dentro do carro. “Minha filha está abalada até agora com a brutalidade cometida por esse homem. Queremos justiça. Isso não ficará impune”, disse Ângela que mobilizou várias pessoas por meio das redes sociais.

Segundo testemunhas, o servidor público – que é vizinho de Ângela – teria se irritado com o latido do vira lata de um ano de idade. “Primeiro ele ameaçou o cachorro. Depois ele [Tieri] entrou na casa dele, e quando voltou já foi com o facão. Ele chamou o Luiz, que era dócil, e desferiu o golpe”, revelou Ângela.

O animal ainda foi levado a uma clínica veterinária particular para atendimento, mas a gravidade do ferimento fez com que Luiz não resistisse à cirurgia e morresse. De acordo com a delegada Eliana Chaves, da Dema, o servidor público deverá ser enquadrado com base no Artigo 32 da Lei 9605/98.

O artigo diz que: “Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção de três meses a um ano, e multa”.

O servidor não quis falar sobre o caso. Uma audiência foi marcada para o dia 30 de abril no Fórum de Macapá. Durante o depoimento do suspeito na delegacia, uma manifestação foi realizada em frente ao Ciosp do Pacoval pedindo justiça ao caso.
 
Diário do Amapá

Polícia Civil instaura inquérito para investigar explosão de barcos no Perpétuo Socorro

Um inquérito aberto na 2ª Delegacia do Pacoval (2ª DP), pelo delegado João Neto, vai colher depoimentos de pessoas sobre a explosão de embarcações ocorrida no último dia 11. A tragédia deixou cinco pessoas gravemente feridas.
Uma delas faleceu no Hospital de Emergências nesta terça-feira, 14. Uma outra está desaparecida. As demais continuam internadas no Centro de Tratamento de queimados (CTQ).
 
Devido a complexidade da ocorrência, os familiares das vítimas serão chamadas a partir da próxima semana para depor sobre o caso. As vítimas internadas serão ouvidas em momento oportuno.
O delegado aguarda os laudos da Polícia Técnico-Científica (Politec) e Capitania dos Portos.
A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros informou que a instituição não vai fazer nenhum tipo de perícia, uma vez que a apuração das causas do acidente é de competência da Capitania dos Portos.
Entenda o caso
Por volta de 2h da madrugada de sexta-feira, 11, ocorreu uma explosão dentro de um barco que estava ancorado no Porto do Igarapé da Mulher, no bairro Perpétuo Socorro, em Macapá. As chamas se alastraram atingindo mais seis embarcações.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a embarcação mantinha armazenado aproximadamente 14 mil litros de combustível, entre óleo diesel e gasolina, que seriam levados ao município de Anajás, no Estado Pará, para revenda.
Informações preliminares dão contas de ao ligar o motor de partida, o mesmo falhou e um tripulante tentou fazer uma chupeta (uso de cabos para repassar carga elétrica de uma bateria para outra) quando uma faísca deu origem à tragédia.

Quatro pessoas foram levadas em estado grave ao Hospital de Emergência com queimaduras graves.

Na manhã de sábado, 12, bombeiros encontraram uma ossada e peças de roupas dentro da embarcação. Os materiais estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica do Amapá.
Nesta segunda-feira (14), por volta de 11h30, foi registrado a morte de Andressi João da Costa Rodrigues, de 27 anos. Ele era uma das quatro vítimas da explosão.

 

Governo do Amapá e Caixa anunciam a lista de beneficiários da Cidade Macapaba

Executado pelo GEA, empreendimento faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e abrigará cerca de 20 mil pessoasO governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anuncia nesta quarta-feira, 16, juntamente com a Caixa Econômica Federal (CEF), os nomes dos 2.148 primeiros contemplados com as unidades residenciais da Cidade Macapaba. A divulgação será feita em coletiva de imprensa às 7h30 no local onde estão sendo erguidas as 4.366 moradias no bairro Brasil Novo, às margens da BR-210, em Macapá.

Nessa primeira etapa, serão anunciados os beneficiários que tiveram o cadastro aprovado pela Caixa Econômica Federal. Segundo explicou a secretária de Estado da Inclusão e Mobilização Social, Cláudia Camargo Capiberibe, foram enviados para análise documental da CEF mais de 3,3 mil cadastros. "Os 2.148 primeiros aprovados foram mandados de volta ao Estado para que pudéssemos prosseguir com as etapas subsequentes à entrega dos imóveis", detalhou.
Depois de anunciada a lista, a Caixa fará o sorteio eletrônico da casa ou do apartamento em que cada família vai residir. 

A cerimônia oficial acontecerá no período da tarde, na sede da instituição bancária, e contará com a presença de representantes dos futuros moradores. A próxima fase consiste no processo de assinatura dos contratos com cada proprietário.

Executado pelo Governo do Amapá, o empreendimento faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e abrigará cerca de 20 mil pessoas.

Agência Amapá

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Usar Facebook deixa as pessoas de mau humor, diz pesquisa

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 Usar o Facebook deixa as pessoas de mau humor, mas elas continuam voltando na rede social porque imaginam que vão ficar felizes com o site, revelou uma pesquisa da Universidade de Innsbruck, na Áustria, publicada pela Fast Company.

Os pesquisadores de comportamento Tobias Greitemeyer e Christina Sagioglou realizaram o estudo em duas partes. 

Na primeira, os participantes que usaram o Facebook por 20 minutos disseram estar em um humor pior do que aqueles que só navegaram na web e os que não fizeram nenhuma atividade. O grupo do Facebook também relatou que o tempo pareceu ter sido usado de maneira menos significativa.
Em um segundo experimento, os pesquisadores pediram para os participantes adivinharem se passar 20 minutos no Facebook os deixaria mais felizes ou mais tristes. Ao contrário da primeira experiência, os participantes esperavam que usar a rede social os faria se sentirem melhores.

A explicação para os resultados divergentes é uma falha na habilidade das pessoas de prever um estado emocional futuro. 

Ao longo dos anos, psicólogos descobriram que as pessoas tendem a superestimar o quão tristes elas ficarão depois de eventos negativos, como o término de um namoro, e também exageram em quão felizes elas serão depois de acontecimentos positivos, como ganhar na loteria.

No entanto, o humor das pessoas depende do tipo de uso no Facebook. Um usuário passivo, que geralmente navega pelos perfis e feed de notícias, é mais propenso a se sentir infeliz e considerar os minutos gastos na rede social como perda de tempo. O usuário ativo, que interage com os amigos por mensagens e posts, se sente melhor com o uso do Facebook.


(tecnologia.terra)

Homem é detido por atentado ao pudor em shopping

Ele estava usando o celular para fotografar partes íntimas de mulheres em um shopping de São José dos Campos
A polícia de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, deteve em flagrante na tarde desta quarta-feira (9) um homem de 31 anos que usava o celular para fotografar partes íntimas de mulheres em um shopping da cidade.

O delegado responsável pelo caso, Régis Germano, afirmou que o homem estava sendo monitorado pela polícia há uma semana, quando o Shopping Colinas comunicou o caso. Ele estaria agindo há pelo menos um mês. Usando um celular, o rapaz colocava o aparelho apontado para baixo da saia de mulheres que estavam posicionadas em filas e que não percebiam a ação.

Ao ser abordado em flagrante pela polícia, o homem negou o assédio. Pelo menos três mulheres foram abordadas nos últimos dias.

Depois de ouvido, o rapaz vai responder em liberdade por "importunação ofensiva ao pudor". Seu celular foi apreendido. A pena varia de pagamento de multa a prestação de serviços comunitários. Ainda de acordo com o delegado, a pena pode ser ampliada se outras vítimas o denunciarem.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São José dos Campos. O Shopping Colinas não comentou o caso.

 O Liberal

Pesquisa mostra que setor industrial representa aproximadamente 12% do PIB do Amapá

  Para marcar o Dia da Indústria, celebrado nesta terça-feira, 25 de maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou pesquisa qu...