Investigação aponta que desaparecidos foram mesmo assassinados dentro de aldeia na Reserva Tenharim
A Polícia Federal instaurou inquéritos policiais para apurar o desaparecimento e destruição do patrimônio público da Fundação Nacional do Índio (Funai). Na investigação, foram ouvidas diversas testemunhas, entre indígenas e não indígenas, além da utilização de cães farejadores para localização de cadáveres. Durante as investigações o superintendente da Polícia Federal de Rondônia, Carlos Gaya disse que uma provável motivação para o desaparecimentos dos três homens seria a morte do cacique Ivan Tenharim no início de dezembro.
As investigações sobre o desaparecimento são realizadas por uma força-tarefa que envolve a PF, Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária
Federal e Exército. Conforme a nota dos agentes federais, "a equipe percorreu aproximadamente 270 hectares e encontrou, no interior da terra indígena, peças do veículo ocupado pelos desaparecidos". As peças encontradas foram encaminhadas para perícia técnica. Equipamentos de rastreamento de peças metálicas são utilizados para descobrir se outras partes do veículo estão escondidas.
Os trabalhos de Polícia Judiciária prosseguem até a apresentação do relatório final do inquérito policial. No último dia 30 de janeiro, cinco indígenas - entre eles estão filhos do cacique Ivan Tenharim - foram detidos conforme mandado expedidos pela Justiça Federal do Estado do Amazonas. As prisões ocorreram entre o km 100 e 150 da Transamazônica.
Repercussão
O desaparecimento dos três homens - o funcionário de uma distribuidora de energia, Aldeney Ribeiro Salvador, o professor Stef Pinheiro e o vendedor Luciano da Conceição Moraes Freire - provocou manifestações em Humaitá. Familiares e a população local incendiaram o prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), as duas sedes das Organizações Indígenas Tenharin e Parintintin, além de barcos, carros e motocicletas.
(Portal Amazônia)
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