Armínio Fraga é o homem dos olhos de Aécio Neves. O conselheiro econômico do presidenciável tucano esteve à frente do Banco Central
de março de 1999 a dezembro de 2002 e, se Aécio for eleito, será o
Ministro da Fazenda do governo tucano. Armínio não se cansa de falar do
“fim da herança bendita” deixada pelo ex-presidente FHC. Mas será que o
que agrada a Armínio Fraga é bom para o Brasil?
Armínio entregou resultados econômicos muito ruins ao fim de sua gestão no Bacen. Adepto de políticas de cunho neoliberal, ao fim de 2002, a alta da taxa de juros batia os inacreditáveis 25% a.a. (link is external) (chegou a 45% a.a. em 1999). Vale notar que as crtíticas de setores da mídia às taxas
de juros do governo Dilma, supostamente altas, não levam em conta a
comparação com o governo de seu antecessor tucanos. A taxa de juros do
governo Dilma é de 11% a.a., com uma média de 9,8% a.a. durante os 4
anos de governo. No período FHC, a média anual foi o dobro (22,7% a.a.).
E não era só a taxa de juros que ia mal. No final do governo FHC, com Armínio Fraga, as reservas internacionais (link is external)
(ativos que o país possui no exterior) eram de 37,8 bilhões de dólares.
Para se fazer o comparativo, ao fim do primeiro mandato de Dilma,
nossas reservas internacionais somam 376, 6 bilhões de dólares, quase 10
vezes mais.
Num cenário adverso, como o da última crise
mundial, Dilma conseguiu superar a crise gerando emprego e renda,
justamente porque tinha grandes reservas internacionais. Já que não
tínhamos escassez de dólares, não foi necessário elevar os juros que,
pelo contrário, foram reduzidos para estimular a economia.
E pra quem espalha por aí que a inflação está alta, a inflação ficou acima da banda da meta em dois dos 4 anos da gestão de Armínio no BC (link is external).
Em 2001, bateu na casa nos 7,7% e em 2002 fechou com 12,5%. Dilma chega
ao final do primeiro mandato com a inflação a 6,5%, metade de FHC e
dentro da meta.
Vale lembrar que durante o que, segundo os tucanos, viria a ser “a herança bendita de FHC”, o Brasil teve que recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) por 3 vezes (link is external)(duas
delas durante a gestão de Armínio à frente do Banco Central). Em 1998, o
Brasil fez um empréstimo de 41,5 bilhões de dólares; em 2001, foram 15,
650 bilhões e em 2002, foram mais 10 bilhões. Do outro lado, os
governos do PT não apenas zeraram a dívida brasileira com o FMI, mas
também fizeram do Brasil credor de empréstimos para o FMI, havendo
emprestado mais de U$ 10 bilhões. Dilma, inclusive,participou da criação do Banco dos Brics, uma alternativa ao FMI.
Armínio, no mesmo artigo, chega ao cúmulo do
absurdo ao declarar que “a proposta de criar um macroambiente propício
ao investimento foi substituída (por Lula) pela estratégia de criar
mecanismos para incentivar a demanda, especialmente o consumo e o emprego”.
De acordo com o economista, “as primeiras propostas favorecem a
concorrência e igualdade de tratamento entre grandes e pequenas empresas
e produtores nacionais e estrangeiros e as segundas buscam responder
aos pleitos de setores empresariais e trabalhistas”.
Fica bem claro pelas declarações de Armínio Fraga, o homem dos olhos de Aécio Neves para a economia, que as estratégias tucanas de “recuperação da economia brasileira”
não passam nem perto de pensar no bem estar dos brasileiros. Eles
seguem a lógica do mercado financeiro e trabalham pelo e para o mercado
financeiro. Para eles, colocar o povo em primeiro lugar é absurdo. E
isso fica bem evidente em uma declaração de Armínio para o mesmo jornal O
Globo “Para fazer bondade, é preciso arrumar a casa” (link is external). O problema, no caso deles, é que a arrumação da casa nunca termina.
Fonte: Muda Mais
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