Procon fiscaliza preços nas batedeiras de açaí durante entressafra do produto
O preço cobrado pelo litro do açaí tem causado transtornos e
descontentamento à população amapaenses, que vem procurando o Instituto
de Defesa do Consumidor (Procon/AP) para que o mesmo apure o porquê do
aumento do produto, que chega a até R$ 30 em alguns locais. Decorrente
às solicitações, o Procon fará uma fiscalização educativa nos pontos de
venda nos dias 13, 14 e 15 de janeiro em Macapá e Santana.
A meta principal da ação é verificar o motivo que elevou o valor cobrado
por um dos alimentos mais consumidos na Região Norte. Durante a
atuação, os fiscais irão averiguar o valor que cada empreendimento paga
pela saca do fruto e quantos litros é possível adquirir por saca para
que, dessa forma, seja possível saber se o valor se torna ou não
abusivo.
A chefe de Fiscalização do Procon, Marcela Queiroz, explicou que o
alimento tem uma grande aceitação no mercado e que é natural ocorrer o
aumento durante a entressafra, mas o Procon está atento para alguns
estabelecimentos que aproveitam o período para cobrarem preços absurdos.
O proprietário de batedeira de açaí, Aldemir Oliveira, justificou que o
aumento é decorrente da entressafra, que é um período onde a colheita do
fruto é reduzida. "Hoje nós compramos a saca do açaí em valores que
variam de R$ 280 a R$ 310, que possibilita a retirada de 20 a 25 litros
por saca, dependendo da qualidade. Os valores cobrados no mercado
atualmente são de R$ 15 o comum, R$ 20 o médio e R$ 30 o especial, quem
decide é o cliente",
A consumidora Dora Dias, que se encontrava no estabelecimento,
considerou que o preço é absurdo, que antes açaí era alimento de pobre e
hoje somente os ricos podem comprar. "O valor cobrado pelo açaí tem
causado um aumento na minha renda mensal porque tenho um filho que toma
açaí todos os dias, dessa forma busco os locais que têm um preço mais em
conta", comentou.

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