
Decorridos 33 anos da tragédia do navio Novo Amapá, onde cerca de 300
pessoas morreram, segundo números oficiais, o prefeito de Santana,
Robson Rocha está anunciando para agosto a construção de um memorial
destinado ao sepultamento definitivo das vítimas da tragédia. De acordo
com o prefeito, o memorial será escolhido pela própria população, que
vai ter oportunidade de opinar sobre o projeto, que poderá ser erguido
dentro do próprio cemitério ou em uma área na orla de Santana, que está
em fase de revitalização.
A preocupação maior de Robson Rocha é a desocupação das valas comuns onde onde corpos foram sepultados, em situação precária. Segundo o prefeito, esse desordenamento de túmulos superlotou o cemitério local, obrigando familiares a buscarem vagas em cemitérios da capital. “Nosso objetivo é conseguirmos mais espaços no cemitério local sem afetar a memória das vítimas daquela tragédia horrível que até hoje faz tanta gente sofrer”, afirma Rocha, que complementa: “Pelo contrário, pois com a construção do Memorial, não apenas os parentes e amigos, como também a população como um todo e mesmo turistas terão um local de referência para visitação”.
O Memorial, com custo estimado em R$ 250 mil, será uma espécie de museu, que abrigará não apenas os corpos, com fotos das vítimas, documentos e objetos relacionados às tragédia.





