quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O assassino Caio: R$ 150 no bolso e 35 anos de cadeia


 Indiciado pelos crimes de homicídio e explosão, Caio Silva de Souza não merece que nenhum carimbo ideológico atenue a violência que praticou; a soldo de R$ 150 por manifestação, segundo divulgou seu advogado, ele fez o que fez por dinheiro e a mando de alguém; chegar aos responsáveis por essa estratégia cruel de desestabilização é fundamental, mas uma condenação exemplar vai ensinar muito sobre a importância da democracia que ele apedrejou e explodiu; jovem do subúrbio, valentão na rua e tímido a caminho das grades, o assassino confesso do cinegrafista Santiago Andrade tem o perfil acabado de um irresponsável instrumentalizado por grupos políticos

 Fugir para a casa do avô, no Ceará, foi a primeira atitude de Caio Silva de Souza, 22, ao saber que seria preso pelo disparo de rojão feito contra Santiago Andrade. A morte do cinegrafista retirou a máscara do dissimulado assassino confesso – "acendi sim, nem sabia que aquilo era um rojão" - e mostrou ao público o perfil do chamado "terrorista social", integrante da dispersa e violenta gang Black Bloc.
Além da covardia demonstrada pela fuga encerrada em Feira da Santana, na 

Bahia, sem resistência, já se acredita que Caio seja um relés robozinho a soldo de um grupelho esquerdista aparelhado numa legenda política.
É lícito olhar com suspeitas, em razão dos indícios, para o PSOL do deputado estadual Marcelo Freixo. De acordo com as primeiras informações da polícia, muitas delas com base numa entrevista do advogado de Caio e seu parceiro Fabio Raposo, Freixo fazia politicamente a cabeça de ambos. E lhes dava respaldo logístico.

Pela remuneração de R$ 150 por manifestação, Caio era integrante da tropa de choque de uma ala do PSOL, a julgar, repita-se, pelas indicações do advogado Jonas Thadeu.
Auxiliar de serviços gerais em hospital público, morador do subúrbio carioca e com "pai e mãe trabalhadores", como ele disse, incluindo-se nessa categoria, Caio é o protótipo do jovem que pode ser facilmente seduzido por qualquer causa.

São sujeitos como ele que cotidianamente o tráfico de drogas no Rio de Janeiro alicia para suas bandas criminosas. Os mesmos que começam a aprender as lições da violência pela televisão, nas novelas globais do horário nobre e nos filmes americanos ensanguentados de todas as noites. Que crescem nos bairros desestruturados, infiltrados pela violência e o crime organizado. E encerram a adolescência prontos para uma carreira na vida em que qualquer destino é válido, especialmente os que percorrem o vasto submundo da sociedade brasileira.

Quem chegou até ali, depois de ter passado a vida em risco, continua sem ter nada a perder.

Confessando-se pobre, o Caio valentão violento das ruas mostrou-se tímido e ressabiado a caminho das grades. Pediu desculpas "pela morte de um trabalhador". Por ela, Caio poderá ser condenado até a 35 anos de prisão.

Apesar de querer proteger-se com uma carapuça política (colocada por cima do gorro preto romântico para alguns, como considerou Caetano Veloso), Caio é só mais um bossal que ganhou notoriedade, após quatro passagens discretas pelas delegacias de polícia. Um bandido que talvez tenha sido levado de ônibus fretado para aquela e outras manifestações, recebido remuneração para atirar pedras e criar o caos e ter sido elevado à categoria de manifestante político quando não passa de um palerma. Palerma e assassino.

Carimbar em Caio alguma ideologia seria como estabelecer coerência entre depredação pública, ataque à pessoa, aprimoramento da democracia e construção do socialismo. Nada a ver com nada, a não que você seja um maluco para ligar esses pontos a sério. Ele estava onde estava, fazendo o que estava fazendo, porque cumpria ordens. É preciso chegar ao mandante dessa estratégia cruel.

Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Moradores da Avenida 15 de Novembro no bairro do Paraíso sofrem com alagamentos constantes

Por Iran Froes Moradores da Avenida 15 de novembro, no bairro Paraíso, no perímetro das ruas Osvaldo Cruz e Padre Vitório Ga...