quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

'Parece que fui colocada no serviço para morrer', diz guarda municipal

Servidores paralisam atividades para protestar contra a falta de segurança.
Prefeito diz haverá abertura de licitação para a compra de equipamentos.

Os guardas municipais de Macapá paralisaram as atividades nesta quarta-feira (12) em protesto as "precárias condições de trabalho" a que estão submetidos. "Parece que fui colocada no serviço para morrer", desabafou a servidora Maria Solidade Pinheiro sobre a falta de equipamentos de segurança para os 500 profissionais que atuam na cidade.
Maria Solidade Pinheiro, guarda municipal (Foto: Dyepeson Martins/G1) 
Maria Solidade Pinheiro, guarda municipal

Segundo a classe, os guardas são vítimas de "agressões e ofensas" por trabalharem desarmados e sem coletes a prova de balas. "Estamos trabalhando nas UBSs [Unidades Básicas de Saúde] brincando de fazer segurança. Eu já cansei de ouvir da própria população: 'que segurança eu vou ter com um guarda aqui?'. (...) Trabalho porque tenho filhos para sustentar", disse Solidade Pinheiro.

Durante a reunião com o prefeito da capital, Clécio Luis, o presidente do Sindicato dos Guardas e Inspetores Municipais João Avelar cobrou um posicionamento da prefeitura com relação a demora nas progressões dos trabalhadores que concluíram o nível superior.
Clécio Luis, prefeito de Macapá (Foto: Dyepeson Martins/G1) 
Clécio Luis prefeito de Macapá

O prefeito informou que será montada uma comissão objetivando a definição das datas em que os benefícios serão oficializados, "conforme manda a lei". Clécio acrescentou que a prefeitura vai iniciar o processo licitatório para a compra de equipamentos de segurança para a guarda municipal.

“A prefeitura enfrenta muitos problemas financeiros por causa das dívidas herdadas. É a realidade, mas a guarda tem nossa atenção total, sempre procuramos dialogar com a categoria”, afirmou o prefeito.


Dyepeson Martins

 

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