terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Polícia pede prisão de mulher que teria torturado filho com ovo quente

Menino teve as mãos queimadas no domingo (9), na Zona Sul de Macapá.
Mulher confessou o crime e aguarda por decisão judicial.

A Polícia Civil do Amapá pediu nesta segunda-feira (10) a prisão de uma mulher de 22 anos que teria queimado as mãos do filho de 7 anos após a criança pegar uma moeda de R$ 1 sem a autorização dela. O dinheiro seria para comprar biscoitos, segundo contou o garoto que está sob a proteção da avó paterna, numa área de ponte no bairro Zerão, Zona Sul de Macapá. Conforme informou o delegado Flávio Souza, como punição o menino foi obrigado a pressionar um ovo quente entre as duas mãos até que ele estourasse. O episódio aconteceu no domingo (9). Desde então, a mulher aguarda por decisão judicial no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do bairro Congós, onde foi apresentada pelos crimes de lesão corporal grave e maus tratos.
Menino foi obrigado a pressionar um ovo quente entre as duas mãos (Foto: Divulgação/Conselho Tutelar) 
Menino foi obrigado a pressionar um ovo quente
entre as mãos (Foto: Divulgação/Conselho Tutelar)

“Ela confessou o crime. Agora é esperar que a Justiça estadual e o Ministério Público se manifestem sobre o ocorrido”, declarou o delegado.
Em entrevista ao G1, a avó paterna do menino, Maria do Socorro Silva, de 46 anos, disse que os momentos de tortura foram narrados pela criança, que durante a entrevista mostrou-se acanhada, com a cabeça baixa e os braços cruzados.
“Ele disse que pegou a moeda em cima de uma mesa porque não tinha comido nada durante o dia. (...) Foi um trauma muito forte. Eu ainda não consegui dormir só pensando em tudo pelo que ele teve que passar”, disse a avó, que se emocionou ao lembrar do momento em que foi informada sobre a violência.
Maria do Socorro Silva, de 46 anos, avó da vítima (Foto: Dyepeson Martins/G1) 
Maria do Socorro Silva, de 46 anos, avó da vítima
(Foto: Dyepeson Martins/G1)

A conselheira tutelar da Zona Sul de Macapá Regiane Gurgel informou que o episódio chegou ao conhecimento da entidade cerca de duas horas após o ocorrido, quando o menino foi levado por vizinhos ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) do Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL). O garoto estava com as mãos queimadas e o rosto com marcas de espancamento. Enfermeiros que fizeram o primeiro atendimento acionaram o Conselho Tutelar.
"Esse garoto será acompanhado por assistentes sociais e psicólogos durante um longo período”, disse Regiane Gurgel.
Regiane Gurgel, conselheira da Zona Sul de Macapá (Foto: Dyepeson Martins/G1) 
Regiane Gurgel, conselheira da Zona Sul de
Macapá (Foto: Dyepeson Martins/G1)

“A nossa preocupação agora é cuidar da saúde da criança que sofreu uma violência absurda. Já acionamos o Ministério Público para que tome as medidas cabíveis. (...) A mãe provavelmente perderá a guarda do menino que está sob os cuidados da avó após ela ter assinado um termo de responsabilidade e cuidados”, informou a conselheira.

O pai do garoto está viajando a trabalho, segundo informou a avó do menino.


Dyepeson Martins

 

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